Entrevista com o Hospital de Guarnição de João Pessoa sobre o Prêmio Paraibano da Qualidade 2009
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O Hospital de Guarnição de João Pessoa surgiu na década de 1950 a partir de uma parceria entre o Ministério de Transportes e o 1º Grupamento de Engenharia de Construção que resultou no então Posto Médico do Comando do 1º Grupamento de Engenharia e somente no ano de 1995, recebeu a denominação atual.
Em 1998, conquistou o título de “Hospital Amigo da criança”, o único hospital militar com o título Amigo da Criança. Recebeu também a certificação de Hospital Acreditado Pleno (nível 2) pelo Instituto Qualisa de Gestão, o Prêmio “Excelência na Administração Hospitalar”, certificado ofertado pela Empresa Johnson & Johnson e Federação Brasileira de Administradores Hospitalares pela excelência na qualidade de seus serviços, entre outros prêmios.
Este ano conquistou o troféu Bronze no nível 2 do Prêmio Paraibano da Qualidade. Nossa equipe conversou com o Capitão Reginaldo Galdino Ramos Junior, coordenador da Qualidade do hospital.
1. O que representa a vitória no Prêmio Paraibano da Qualidade para o Hospital de Guarnição?
A vitória no Prêmio Paraibano da Qualidade representou para o hospital uma confirmação do seu processo já implantado. Nós já aderimos ao controle da qualidade desde 2005. Nosso primeiro prêmio foi em 1998, então essa política da qualidade vem desde esta época. Então com essa vitória no nível bronze vem justamente ratificar todos os nossos processos, nossas idéias e políticas voltadas para essa área e lógico que você ser conhecido pelo que faz é sempre muito bom, serve de estímulo. O mais difícil, por incrível que pareça, não é você iniciar e sim você manter. Então esporadicamente é sempre bom você receber elogio e ser reconhecido e o prêmio vem agregar valor e fechar com chave de ouro o nosso trabalho.
2. Com que objetivo vocês se candidataram?
Trabalhar com qualidade não é fácil. Nós lidamos com pessoas e todo ser humano está passivo, seja por um motivo particular ou funcional, se desmotivar e cair o rendimento funcional no trabalho. Então, quando nós nos candidatamos ao prêmio é uma forma de dizer ao funcionário que se motive e que você tem algo a mais pra lutar e trabalhar. Em segundo plano, nós termos uma pessoa de fora possa atestar o que a gente vem fazendo, pois quando estamos dentro nós não conseguimos enxergar alguns obstáculos que estão do nosso lado. Então pegarmos o apoio do PPQ, um pessoal que já trabalha na área, e vem uma equipe profissional e ela reconhece o nosso trabalho é um motivo de orgulho e o objetivo foi alcançado.
3. Quais os desafios encontrados durante a implementação de ações baseadas nos critérios de excelência da gestão da qualidade?
Todo processo de qualidade o foco dele sempre vai ser o ser humano seja a pessoa que realiza a atividade de qualidade e processo, seja o alvo que é o cliente que no caso do hospital é o usuário. Lidar com o ser humano é sempre algo fascinante, pois cada um tem seus interesses, objetivos, metas e responsabilidades, então a maior dificuldade é como implementar essa política de forma que não crie choque dentro da instituição. O maior desafio sempre vai ser o ser humano, porque a parte material dá-se um jeito, mas o ser humano não.
4 – Devido ao Prêmio a empresa teve que se adequar internamente. Quais mudanças ocorreram?
As mudanças aconteceram desde o início do nosso processo de controle de qualidade. Entre 1995 e 1998 foi quando aconteceram as grandes mudanças não só a nível estrutural, como reforma, pintura, layout, mas acima de tudo, pessoas. Fizemos os 5S, uma ferramenta super básica na questão da qualidade, e na realidade não tivemos grande mudanças atualmente, nós só tivemos que aparar as arestas, mas é claro que sempre temos que mudar alguma coisa.
5. Quais seus comentários a cerca do processo de avaliação?
O processo de avaliação ficou de uma maneira muito transparente, límpida e ética. São pessoas capacitadas que têm conhecimento e que trabalham na área. Eu fiquei muito tranqüilo a respeito dessa avaliação porque eu sei que existe um compromisso do PPQ em manter o processo cada vez mais límpido e transparente.
6. Como integrante do PPQ, o que a instituição diria para as organizações interessadas em participar do Prêmio?
Eu estimulo, incentivo e digo que vai ser muito bom para a empresa optar por este caminho tendo em vista que nós temos sempre a possibilidade de estar cometendo alguma falha e não conseguir enxergar isso. É preciso que escutemos de pessoas que tenham mais experiência para que possamos corrigir e recolocar nos trilhos o nosso trabalho de forma que possamos cada vez mais estar sempre melhorando e atendendo melhor o nosso cliente. É fundamental que as empresas hoje em dia adquiram competência e conhecimento acerca da qualidade. Nós tivemos há pouco tempo o caso da crise mundial que foi um grande desafio para os empresários pequeno, médio e grande porte e sobressaiu quem tinha com certeza as ferramentas de como driblar as dificuldades. Eu incentivo que as empresas que tiverem condições participem de forma ativa do prêmio.
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